Washington, 23 (AE-ANSA) - O pré-candidato presidencial republicano George W. Bush é mais ignorante do que o ex-vice- presidente Dan Quayle, já que não sabe geografia e também tem problemas com os nomes dos habitantes dos países estrangeiros.
Num comício, Bush filho confundiu na terça-feira a Eslovênia com a Eslováquia, e alguns dias atrás usou o equivalente em inglês de "kosovarianos" para se referir aos habitantes da província iugoslava.
A "inexperiência" do governador do Texas em política exterior é admitida pelos colaboradores do pré-candidato, que o submeteram a um curso de "atualização".
A geografia parece criar alguns problemas para o filho do ex- presidente.
Quayle, ex-vice de George Bush pai, foi colocado no pelourinho por ter se equivocado na ortografia de "potato" - batata - e por sua convicção de que na América Latina se fala latim.
Apesar de tudo e recorrendo aos amigos da família, Bush filho conseguiu arrecadar fundos recordes para a campanha, "cortando o oxigênio" dos outros candidatos republicanos.
A forma como o clã Bush cerrou fileiras em sua batalha pela Casa Branca já gerou sátiras nos meios de comunicação.
Um semanário, por exemplo, comparou os Bushs com os Corleones no "Poderoso Chefão".
The New York Times carregou nas tintas hoje na página dos colunistas, com um artigo intitulado "Bushfellas", paródia de "Goodfellas" (Bons Companheiros) do diretor americano Martin Scorsese.
"Como o pai e a mãe, George W. segue um simples código de honra: estão conosco ou contra - escreveu a colunista Maureen Dowd. Mesmo sendo o mais velho, como Sonny Corleone, W. não é o filho que o pai pensava que tinha o temperamento para seguir seus passos".
"Os Bushs têm para os Clintons os mesmos sentimentos que Don Corleone tinha para Don Tattaglia - escreveu a colunista do New York Times -, um rival que insistia em introduzir elementos turvos em seu campo de atividade".
Além disso, certas ações dos familiares podem às vezes criar dificuldades para os políticos.
É o caso de outro membro do clã Bush, Jeb, cuja mulher, Columba, teve problemas na semana passada com a alfândega de Atlanta quando tentava entrar nos Estados Unidos com vestidos no valor de US$ 20.000 não declarados. O caso deu material para os humoristas americanos.
A cunhada do candidato havia comprado alguns artigos de luxo em Paris mas na alfândega só havia declarado um valor de US$ 400.
Descoberta pelos fiscais da alfândega com as faturas originais nos passaportes, a mulher teve que pagar uma multa de US$ 4.000.
A justificativa de Columba para explicar sua falta de honestidade não melhorou as coisas, pelo contrário: "Menti - disse - porque não queria que meu marido soubesse quanto gastei em roupas".

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