Washington, 23 (AE) - O diretor-gerente do FMI, Michel Candessus, disse há pouco em Washington, onde começam a ser realizadas as reuniões preparatórias para a reunião anual do FMI e Banco Mundial, que não há espaço para complacência com o Brasil. "O que me preocupa é o perigo da complacência quando começam a aparecer os primeiros resultados do programa de estabilização econômica, que, lembrem-se, começou apenas em março", afirmou. Ele disse que há uma tendência a se achar que "os problemas terminaram" e que já se pode voltar á normalidade, mas advertiu que este ainda não é o caso do Brasil. Em sua opinião, os líderes políticos precisam estar atentos às reações dos investidores ao Brasil. "Eu fiquei muito impressionado no último verão com a rápida deterioração das condições financeiras externas do Brasil quando surgiram sinais de que, em vista dos primeiros resultados positivos do programa, o país poderia relaxar na implementação do programa de reformas", disse Candessus.
Na opinião do diretor-gerente do FMI, este relaxamento seria uma indicação perversa, porque se traduziria num custo maior para o financiamento do país e para o orçamento.

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