Câncer de mama também ataca homens
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segunda-feira, 08 de janeiro de 2007
Da Redação 
Os dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) sobre o câncer de mama não são nada animadores. Estima-se que quase 50 mil casos da doença surgiram somente em 2006. Para piorar a situação, cerca de 65% dos casos são detectados em fase avançada.
Diante deste quadro, especialistas, além de alertarem as mulheres para o perigo de um diagnóstico tardio, informam que os homens também devem tomar cuidado. A cada 200 registros do tumor na mama em mulheres, há um registro no sexo masculino. Essa falta de informação faz com que muitos homens tenham acesso ao diagnóstico tardiamente.
O ideal é que todos façam o auto-exame frequente da mama e mamografias periódicas após os 40 anos, além de realizar um exame clínico com o mastologista.
Pessoas que possuem alguns fatores de risco - como obesidade, casos de parentes que tenha tido a doença, alimentação baseada em gordura e consumo excessivo de bebida alcoólica - devem redobrar a atenção. Os especialistas alertam que nos diagnósticos feitos tardiamente, as células podem se espalhar pelo corpo, e, nos casos graves, desencadear câncer de pulmão, ossos, cérebro e fígado.
O câncer de mama não é uma doença simples. Cerca de sete tipos e 17 subtipos da doença já foram registrados. Cada tipo e quase todos subtipos têm algo de diferente e, portanto, respondem diferentemente ao tratamento. Em geral, dois terços das pacientes que descobrem e tratam a doença em sua fase inicial encontram cura. Essa é a razão por que todas as campanhas reforçam a importância da mamografia anual após 35-40 anos.
''Mulheres com mais de 40 anos (ou mais cedo, se houver histórico familiar) não devem confiar tão-somente no 'auto-exame de mama'. Na maioria dos casos, quando é possível detectar algum nódulo pela palpação das mamas, é sinal de que o tumor não está mais em estágio inicial. A mamografia continua sendo o método mais eficiente na detecção precoce de câncer de mama, podendo reduzir consideravelmente o índice de mortalidade'', diz Aron Belfer, médico radiologista da URP Diagnósticos Médicos.
Embora muitas pacientes ainda não tenham acesso à mamografia digital, Belfer aponta os principais ganhos quando comparada ao modelo tradicional. ''A equipe técnica nota a facilidade de realização do exame e a velocidade de checar as imagens. Já os médicos notam as diferenças ao comparar com exames analógicos anteriores das pacientes, principalmente em mamas densas. A mamografia digital permite uma melhor análise de áreas antes difíceis de serem visualizadas. E, certamente, isso representa um ganho enorme para as pacientes.''
A mamografia costuma apresentar sensibilidade em torno de 80%. Em alguns casos, entretanto, procedimentos complementares são necessários. Entre 20% e 35% das lesões detectadas precisam ser avaliadas por outros métodos. Segundo o médico, por exemplo, pacientes com mamas densas ou implantes de silicone podem dificultar a detecção precoce do câncer mamário. Daí a necessidade, muitas vezes, de complementar com o ultra-som das mamas. Em caso de a paciente, além de mamas densas, ter história familiar importante (parentes em primeiro grau, como mãe, irmã ou filha), a ressonância magnética das mamas contribui de uma maneira notável na detecção do câncer.


