Curitiba - Além dos fãs das bandas de rock que fariam o show ontem, no Expo Trade Pinhais, comerciantes que se preparavam para o evento também ficaram revoltados com o cancelamento. O vendedor Nei dos Santos chegou a pagar com antecedência R$ 150 pela autorização para vender bebidas durante o show, dentro do espaço, e ontem queria saber quem iria restituí-lo. ''Só fui avisado agora (às 13 horas de ontem) que o show não ia mais acontecer'', disse.
O vendedor de espetos e salgados, Ailton Nunes, também reclamou. ''Gastei R$ 400 em mercadoria e se eu não vender hoje, ela estraga.'' O artesão Marcos Alves Pereira estava desde a manhã de ontem em frente ao local, tentando vender as faixas com os nomes das bandas e bijouterias confecionadas por ele. ''Até agora não vendi nada. Sem o show vou ficar no prejuízo'', disse.
Para o fã do Deep Purple Juliano Ventura, de 18 anos, o prejuízo ia ser justamente ficar sem ver o show da banda. Ele e um grupo de amigos chegaram cedo para garantir lugar, sem saber do cancelamento. Cerca de 100 policiais militares estavam no local para prevenir possíveis tumultos por causa do cancelamento.
De acordo com o tenente Luiz Alberto de Lima, chefe de vistoria do Corpo de Bombeiros, em caso de adiamento do show, os organizadores terão que procurar outro espaço para realização do evento. ''Para fazer um show de grande porte, o Expo Trade precisa se adequar com obras que demandam tempo'', salientou o tenente. Segundo ele, seriam necessárias reformas na parte elétrica e abertura de portas de emergência.

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