Cancelada paralisação em praças de pedágios
Emerson Cervi
De Curitiba
A Associação Paranaense da União Brasil Caminhoneiro resolveu modificar a manifestação marcada para hoje em todas as praças de pedágio do Paraná contra o reajuste das tarifas. No lugar de uma paralisação de 4 horas (entre 8 e 12 horas) do trânsito de caminhões, os manifestantes optaram por uma panfletagem pacífica. Com isso o trânsito de veículos não será impedido. A entidade é contra o aumento de 116% nas tarifas, previsto para entrar em vigor dia 27 de março.
Segundo o presidente da União Brasil Caminhoneiro, André Felisberto, a paralisação foi cancelada devido a influência de outras entidades. Nós íamos parar o transporte de cargas no Paraná por meio dia e sindicalistas que não têm representatividade estavam prontos para pegar carona no movimento, disse.
A disputa entre representantes dos transportadores não é o único motivo para o cancelamento do protesto. Desde o ano passado, todas as concessionárias de rodovias do Paraná possuem uma ordem judicial chamada interdito proibitório, que prevê punições para as entidades que invadirem ou impedirem o trabalho das administradoras de rodovias. As liminares foram solicitadas depois de invasões promovidas por caminhoneiros e integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no início de 99.
De acordo com o assessor jurídico da concessionária Ecovia, Alexandre Wagner Nester, a medida judicial tem o objetivo de garantir a continuidade do atendimento aos usuários das rodovias. Os concessionários são administradores de um patrimônio público e eles têm a obrigação de zelar pela preservação desse patrimônio.
No caso da Ecovia, que administra a BR-277 entre Curitiba e o litoral do Estado, a liminar obtida pela empresa prevê uma multa de R$ 3,5 mil por hora de paralisação das atividades da praça de pedágio.





