Canbrá estuda participar de leilão de espelho da Telesp e da Tele Centro Sul
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segunda-feira, 08 de março de 1999
por Gustavo Alves 
Rio, 9 (AE) - O consórcio Canbrá, que ganhou a concorrência para montar a empresa de telefonia fixa que vai atuar na mesma área da Tele Norte Leste, entre o Rio de Janeiro e Amazonas, também estuda participar do leilão das empresas-espelho da Telesp e Tele Centro Sul. A informação foi dada hoje por Rafael Steinhauser, vice-presidente-executivo da nova companhia telefônica - cujo nome ainda não foi escolhido, mas não se chamará Canbrá. Steinhauser afirmou que para o novo leilão, no qual as propostas vão ser entregues no dia 19, novos sócios podem se unir às cinco empresas que formaram o consórcio Canbrá - Bell Canada, WLL International, Qualcomm, e os grupos Vicunha e Liberman. Ele lembrou que, apesar de não ter havido interessados nas espelho da Telesp e Tele Centro Sul, no primeiro leilão, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não criou condições mais atraentes para a próxima licitação.
O presidente da nova companhia telefônica, Gilberto Garbi, afirmou que, como as regras de operação das empresas-espelho continuam as mesmas, as novas companhias telefônicas vão ter dificuldades adicionais. "A data limite de início das operações continua em 31 de dezembro, o que significa menos tempo", citou como exemplo.
INVESTIMENTOS - O Canbrá vai investir, nos próximos dois anos, US$ 1 bilhão em dois anos na formação da nova empresa. No entanto, somente cerca de US$ 300 milhões serão desembolsados pelos acionistas, e trazidos, em sua maioria, do Exterior. Grande parte dos investimentos será financiado pelos fornecedores da nova empresa, que instalarão os equipamentos mas só começarão a receber seu pagamento em dois anos, à medida que a empresa-espelho começar a faturar com a venda de suas linhas.
Garbi informou que, até o fim do ano, a empresa pretende oferecer 1,6 milhão de linhas em 29 cidades, que incluem as capitais dos estados onde a empresa vai atuar e outras com população acima de 200 mil habitantes. Outras 22 cidades vão receber ofertas até o fim do ano 2000. Cerca de 30% do faturamento da empresa virá do Rio de Janeiro, onde está prevista a oferta de 350 mil linhas até o fim do ano.
A empresa vai trabalhar principalmente com transmissão que dispensa o uso de fios e cabos, o Wireless Local Loop (WLL). Garbi informou que os equipamentos a serem fornecidos para a empresa-espelho da Tele Norte Leste serão produzidos no País, para aproveitar as vantagens da desvalorização do real, mas as fornecedoras ainda vão ser escolhidas, apesar de uma das associadas da Cambrá, a Qualcomm, produzir o equipamento necessário. A política de tarifas da empresa ainda não foi definida, mas os dois executivos garantem que ela vai ser "bastante competitiva" em relação aos preços cobrados pelas telefônicas da Tele Norte Leste.


