Belém, 06 (AE) - Os produtores de cana de açúcar e funcionários da usina Abraham Lincoln, em Medicilândia, no sudoeste do Pará, voltaram a bloquear hoje a rodovia Transamazônica, na altura do km 85. Um grupo de caminhoneiros protestou contra a interdição e só não houve confronto com os manifestantes porque policiais militares do batalhão de Altamira interferiram.Os funcionários reclamam quatro meses de salários atrasados.
Os canavieiros alegam que no sábado houve apenas a liberação de alguns veículos que transportavam carga perecível, mas não o desbloqueio total da rodovia. Isso só irá ocorrer, de acordo com Luiz Oliveira, um dos líderes do movimento, quando o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) liberar cerca de R$ 6 milhões para o pagamento da moagem de cana no ano passado."Cansamos das promessas do Incra", resumiu Oliveira.
O prefeito de Medicilândia, Francisco Aguiar, acrescentou que o Incra até agora não cumpriu sua palavra de liberar os créditos da usina. "Soubemos pelos jornais que isso iria acontecer, mas oficialmente nada chegou até aqui".
Os caminhoneiros que transportam generos alimentícios, gado e madeira pela Transamazônica afirmam que seus prejuízos, em cinco dias de paralisação, já passam de R$ 20 milhões.

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