Curitiba - Além de ruas e casas alagadas, a chuva intensa no final da tarde de quinta-feira, em Curitiba, pode ter provocado, também, um acidente ambiental. Funcionários de uma empresa instalada no bairro Hauer, um dos mais atingidos pela enchente, acionaram o Corpo de Bombeiros, no início da manhã de ontem, por causa de uma mancha de óleo, que apareceu no Canal do Pinheiro - córrego que deságua no Rio Belém, afluente do Rio Iguaçu, principal manancial de abastecimento da Capital e municípios da região metropolitana.
Técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente estiveram no local, mas não tinham conseguido identificar a origem do vazamento até o final da tarde de ontem. Segundo a assessoria de imprensa do IAP, a mancha de óleo era pequena, e, provavelmente, já havia se diluído por causa do grande volume de água. Equipes da prefeitura iniciaram ontem um trabalho de monitoramento da contaminação percorrendo o Rio Belém. O cheiro seria característico de óleo diesel, mas o IAP faria coleta da água para análise.
Uma equipe do Corpo de Bombeiros instalou uma barreira de contenção no Rio Iguaçu, na entrada do Zoológico, já no bairro Boqueirão, na divisa com São José dos Pinhais, distante oito quilômetros do ponto onde a contaminação foi percebida (próximo ao viaduto da Avenida Marechal Floriano Peixoto, no Hauer). A reportagem da Folha esteve no local. O cheiro de óleo era forte, mas, na água, o que se observava eram manchas finas e esparsas.
O capitão do Corpo de Bombeiros, Adriano Barbosa, disse que a equipe teve dificuldade em instalar a barreira por causa da forte correnteza. Por volta das 10h30 da manhã, a intenção era colocar uma segunda barreira, em um ponto mais abaixo, mas não houve necessidade, pois perto do meio-dia a mancha de óleo já havia se dissipado.
A Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente vai apurar responsáveis pelo vazamento. Segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, ontem, no final da tarde, a mancha - que chegou a percorrer 12 quilômetros - estava se diluindo. A secretaria esclareceu que não há chance de o vazamento atingir a captação de água na Capital. Segundo o superintendente de Controle Ambiental da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Mário Sérgio Rasera, os autores do crime ambiental serão autuados.

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