Brasília, 18 (AE) - O senador Eduardo Siqueira Campos (PFL-TO), responsável pela análise dos documentos bancários recebidos pela CPI do Sistema Financeiro, após a quebra de mais de 30 sigilos, contestou há pouco as críticas de que a CPI estaria vazando documentos das pessoas investigadas. "Há dois meses estou com os extratos bancários do ex-presidente do Banco Central, Francisco Lopes, e nada chegou à imprensa", afirmou.
A liminar concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Sepúlveda Pertence, à ação movida por Lopes, determina que a CPI impeça a divulgação dos documentos sigilosos já obtidos e proíbe a obtenção de novos documentos, até o julgamento do mérito da ação. "Não me sinto na obrigação de receber nenhuma reprimenda do ministro", disse o deputado. Campos afirmou que ninguém tem o direito de ser incorreto com a garantia de que suas incorreções não serão reveladas. Para ele, os dois poderes (Legilativo e Judiciário) deverão encontrar um caminho equilibrado para a condução de CPIs. "Elas merecem aperfeiçoamentos, mas isso não se dará em meio a um conflito institucional", afirmou.

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