Curitiba - A Vigilância Sanitária de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), confirmou ontem a morte de dois adolescentes por leptospirose. As vítimas foram uma menina de 12 anos e um rapaz de 13 anos, que morreram no dia 26 de fevereiro e no último dia 2 de março, respectivamente.
Segundo a coordenadora da Vigilância Sanitária, Priscilla Souza Lima, os casos foram notificados como leptospirose e estavam sendo investigados por meio de exames laboratoriais, que se confirmaram ontem. "Os familiares informaram que o menino e seu irmão chegaram a nadar em uma cava de areia e em uma piscina com água parada, locais onde o rato (vetor da doença) pode ter depositado suas fezes. O menino de 13 anos veio a óbito e seu irmão está internado em um hospital da cidade onde mora, no interior de São Paulo. No outro caso, a menina não teve contato com água, mas pode ter sido contaminada com a bactéria que causa a doença ao caminhar pelos terrenos baldios próximos a sua casa", disse Priscilla.
Com as chuvas, a urina dos ratos se mistura à lama, água de valetas, lagoas, cavas e enchentes, potencializando o risco de infecção. A bactéria penetra no corpo humano através de pequenos ferimentos na pele ou pelo contato com a água contaminada por um grande período.
Após a infecção, o período de incubação da doença varia de sete a 14 dias após o contato com a água contaminada. A confirmação da doença só é possível através de exames laboratoriais realizados uma semana após o início dos sintomas. Os mais frequentes são febre alta de início súbito, fortes dores de cabeça, dores musculares generalizadas, principalmente na panturrilha, dorso e abdômen, perda de apetite e vômitos. Outros sintomas que podem surgir são diarreia, tosse seca e icterícia (olhos amarelados).

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