Campinas tem o 1º caso suspeito
Agência Estado
De São Paulo
A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo vai intensificar a campanha de prevenção à febre amarela nas rodoviárias, aeroportos e nas empresas transportadoras. Cartazes e folhetos vão chamar a atenção de quem deixa o Estado, em direção às regiões onde foram registrados focos da doença, para a necessidade de tomar a vacina. As companhias de transporte serão instruídas a imunizar os motoristas antes das viagens.
Em Campinas, as autoridades entraram em alerta com o registro do primeiro caso suspeito no município. Trata-se de um rapaz de 22 anos, que deu entrada no Hospital de Clínicas da Universidade de Campinas (Unicamp) ontem, com febre alta, inchaço no baço e no fígado, considerados os sintomas da doença. Segundo informação de familiares do rapaz, ele esteve na Chapada dos Veadeiros, mesmo lugar onde há um foco da doença, que contaminou uma pessoa do Rio de Janeiro e outra de Brasília. Como medida preventiva, a Vigilância Sanitária vai fazer um bloqueio sanitário no bairro Cambuí, onde o paciente mora.
As chances de um caso autóctone de febre amarela (em que a contaminação se dá dentro da própria região) surgir em São Paulo são muito remotas, segundo o secretário da Saúde do Estado, José da Silva Guedes. Mesmo assim, além de proteger os viajantes, a campanha da secretaria pretende eliminar a possibilidade de uma pessoa que contraiu a doença fora do Estado tornar-se um foco de contaminação.





