Campinas tem final de semana violento: 7 mortos em dois dias
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domingo, 17 de outubro de 1999
Por Clayton Levy 
Campinas, SP, 18 (AE) - Sete pessoas foram assassinadas, entre sábado e domingo, em um dos finais de semana mais violentos deste ano em Campinas, a 90 quilômetros da capital paulista. A maior parte dos crimes, segundo a polícia, pode estar ligada ao tráfico de drogas. Um dos crimes mais violentos enoveu um rapaz de 25 anos, executado no domingo, com 17 tiros, em frente a uma igreja evangélica, no Jardim São Marcos, periferia da cidade. A polícia ainda não tem pistas dos criminosos.
Denilson Silva Ferreira estava em sua casa, a poucos metros da igreja, quando foi chamado por três homens. Ao sair na rua para atendê-los, percebeu que se tratava de uma emboscada e tentou fugir. Os desconhecidos, porém, alcançaram a vítima, que foi metralhada com dois tiros no peito, dez nas costas e cinco nos braços. Em seguida, os criminosos fugiram a pé, sem deixar pistas. A família do rapaz, de formação evangélica, disse que a vítima cresceu frequentando a igreja, mas há algum tempo havia se tornado viciado em drogas.
A polícia suspeita que ele tivesse dívidas com traficantes do bairro, considerado um dos mais violentos da cidade. Assustados com a onde de criminalidade e temendo represálias, os moradores se negaram a prestar informações que pudessem levar aos criminosos. Irmãos - Em outro crime, os irmãos Mateus Donizete, de 19 anos, e Clovis Aparecido Paes, de 22, foram baleados, sábado à tarde, por dois homens. Eles invadiram o barraco onde os irmãos moravam
no Jardim Monte Cristo, e depois de atirar contra eles ainda incendiaram o local. Mateus morreu na hora e Clóvis está internado em estado grave. Segundo testemunhas, os dois homens invadiram o barraco acusando os irmãos de serem "justiceiros".
Nos últimos dois meses, três supostos criminosos foram executados no bairro de maneira bárbara, mas a polícia não tem informações de que os irmãos estejam envolvidos nos crimes. A polícia já identificou um dos suspeitos pelas mortes, mas ninguém ainda foi preso. Vítimas - Os outros crimes tiveram como vítimas Neuza Maria Diniz Godoi, de 40 anos; Luciano Soares, 19; Adriano Rodrigo Dias, 18; Nilsom Pires do Amaral, 30; e Orides Ferreira da Cruz, 36. Com exceção do pedreiro Antônio Machado da Silva, acusado pela morte de Neuza, nenhum dos criminosos foi encontrado pela polícia.


