Campinas registrou treze homicídios durante o feriado
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segunda-feira, 06 de setembro de 1999
Por Clayton Levy 
Campinas, SP, 07 (AE) -O feriado prolongado de Sete de Setembro foi muito violento em Campinas, a 90 quilômetros de São Paulo. De sábado (04) até o início da tarde de hoje foram registrados treze homicídios, número recorde em apenas três dias. Para a polícia, a maior parte dos crimes pode estar relacionada ao tráfico de drogas. Nenhum dos assassinos foi preso.
Ontem (06) a polícia encontrou o corpo do adolescente Júlio Cesar Balduíno, de 15 anos, num matagal no quilômetro 102 da rodovia Anhanguera. Ele foi executado com dois tiros na cabeça. De acordo com os policiais do Setor de Homicidios, o adolescente tinha dois cigarros de maconha no bolso.
A dona de casa Shirlei Lopes Murilha, de 40 anos, foi morta com três tiros no peito, dentro do seu carro, domingo. Ela voltava de um supermercado, por volta das 12 horas, quando foi abordada por dois homens ao chegar em sua casa, na Vila Ipê, bairro de classe média. A vítima tentou fugir, mas foi morta pela dupla, que fugiu a pé. O crime aconteceu a menos de 500 metros do 5o Distrito Policial.
Também no domingo, vendedor de peixe Valmir de Oliveira dos Anjos, de 33 anos, foi assassinado com dois tiros na cabeça, por volta das 20 horas, quando saía de sua casa no bairro Vida Nova. De acordo com testemunhas, o crime foi praticado por dois homens, que fugiram a pé. A mulher do vendedor, Sonia Sandra dos Santos, disse que um dia antes Valmir havia discutido com uma moradora do bairro por causa de uma dívida de R$ 3,00. "Ele comprou três latas de areia e como não pagou no dia ela disse que iria se vingar", contou.
Na madrugada de hoje a polícia prendeu, em São João da Boa Vista, seis homens que pretendiam roubar a agência do Banco do Brasil na cidade. A quadrilha invadiu a casa do gerente, cujo nome não foi divulgado e o obrigou a seguir para a agência para abrir o cofre. O roubo foi evitado por policiais militares que passavam pelo local e desconfiaram da movimentação.
"A quadrilha pretendia roubar o cofre da agência", disse o delegado da Polícia Civil, João Batista Sardem. Os policiais invadiram a agência e surpreenderam os ladrões, que não reagiram à prisão. Além de revólveres, a polícia apreendeu dois maçaricos.


