Campinas, SP, 17 (AE) - A prefeitura de Campinas anunciou hoje (17) um mutirão para impedir novas ocupações de terra no município, a 90 quilômetros de São Paulo. A Secretaria Municipal de Habitação vai trabalhar em conjunto com a Polícia Militar, Defesa Civil e Guarda Municipal para preservar áreas públicas e particulares. As famílias de sem-teto que tentarem ocupar serão desalojadas.
Cerca de 200 mil pessoas vivem em 118 ocupações. A maior delas é no Parque Oziel, onde 50 mil pessoas ocupam há quatro anos terrenos particulares que somam um milhão de metros quadrados. O déficit habitacional no município chega a 40 mil unidades. O secretário municipal de Habitação, Rubens Guilherme informou, por intermédio de sua assessoria, que a cidade está muito "inchada".
O mutirão vai atuar em conjunto com as nove administrações regionais, que ficarão encarregadas de acompanhar as áreas invadidas e as sob o risco de ocupação. A remoção dos invasores ficará a cargo da Guarda Municipal, Polícia Militar e Defesa Civil. No último final de semana, por exemplo, foram desalojadas dez famílias que ocupavam havia vinte dias um terreno particular na rua Celso Delle Donne, no Distrito Industrial. Os invasores foram para casas de parentes.
"Procuramos abordar as famílias sempre de forma amigável", disse o coordenador de operações da Defesa Civil, Alvaro Feijó. Segundo ele, muitas ocupam áreas de risco, próximas a córregos, oleodutos ou cabos de alta tensão. "Sabemos que estas pessoas enfrentam uma situação difícil, mas além de preservar a lei não podemos deixá-las correr risco de vida", explica.
Cadastramento - A Secretaria de Habitação iniciou um levantamento sócio-econômico e demográfico das principais áreas de invasão. O objetivo é cadastrar os moradores em planos habitacionais organizados pela Cohab. Os dados também serão repassados às secretarias municipais de Saúde, Educação, Transporte e Segurança, que vão elaborar programas especiais para atender esta população.

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