Campinas, SP, 15 (AE)- A Vigilância Sanitária de Campinas aguarda os resultados dos exames que estão sendo feitos no Instituto Adolpho Lutz e que devem ficar prontos até o final da próxima semana, para confirmar se realmente o estudante, de 22 anos, que está internado no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), contraiu a febre amarela silvestre. As autoridades de saúde do município ainda tratam o caso como suspeita.
O estudante viajou recentemente para Chapada dos Veadeiros, em Goiás, onde foram registrados outros dois casos. Ele foi internado na quinta-feira, apresentando febre alta, além do baço e fígado inchados, principais sintomas da doença, que pode levar a óbito em uma semana, se não for diagnosticada a tempo.
Uma equipe de 18 técnicos da Superintendência de Controle de Endemia (Sucen) e da Secretaria Municipal de Saúde começou a realizar hoje um bloqueio na região do Cambuí, bairro nobre da cidade, onde o rapaz reside. O objetivo é impedir a proliferação do mosquito aedes aegypt. "Na realidade, temos o vetor da doença, que é o mosquito e precisamos acabar com ele", disse Susely Salviano de Oliveira, chefe da seção técnica da Sucen.
A Secretaria Municipal de Saúde decide, na segunda-feira, se fará vacinação em massa contra a doença, nos moradores da região.