Campi de Curitiba da UFPR retomam aulas
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segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Mariana Franco Ramos <br> Reportagem Local 
Curitiba Os professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) dos campi de Curitiba retornam hoje ao trabalho, depois de um mês de greve. A paralisação da categoria foi encerrada na última sexta-feira, durante assembleia realizada no auditório do Centro Politécnico. Foram 374 votos pelo fim do movimento e 171 contrários; outras 15 pessoas se abstiveram. As aulas em Palotina (Oeste), Jandaia do Sul (Norte) e Litoral, porém, serão retomadas apenas na próxima segunda-feira. Segundo a assessoria de imprensa da instituição, a reposição dos dias letivos perdidos será discutida em reunião do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, ainda a ser agendada.
A greve na UFPR teve início em 12 de agosto, acompanhando outras 39 Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes). A principal motivação foram os cortes no Ministério da Educação (MEC), que ultrapassam R$ 10 bilhões. A pauta de reivindicações incluía também melhores condições de trabalho, reestruturação da carreira e equiparação dos salários de ativos e aposentados. Em nota, a Associação dos Professores da UFPR (APUFPR-SSind) informou que, apesar do fim da paralisação, a luta e as negociações em âmbito local e nacional continuam.
Os servidores técnico-administrativos, por outro lado, permanecem de braços cruzados. Eles realizam assembleia hoje, às 9h30, no Restaurante Universitário (RU) Central. Até o fechamento desta edição, o grupo de cerca de 150 estudantes que estava na reitoria também seguia reunido, para definir os rumos da ocupação. A administração da UFPR aguardava que o pedido de reintegração de posse do prédio e do RU, feito à Justiça Federal no dia 11 de setembro, fosse atendido a qualquer momento. A universidade alega que foi impedida de executar as operações necessárias para garantir a liberação de recursos destinados ao pagamento dos salários de colaboradores, fornecedores e prestadores de serviços terceirizados, bem como das bolsas estudantis, em atraso.


