Valmir Denardin
De Foz do Iguaçu
O brasiguaio Romildo Maia de Souza voltou ontem a despachar do prédio da prefeitura de San Alberto, no Paraguai, que estava ocupado por campesinos (sem-terra paraguaios) havia três dias. Essa foi a segunda ocupação do grupo no período de pouco mais de um mês. A primeira durou 23 dias e só terminou depois que a Justiça paraguaia expediu uma liminar garantindo a volta de Souza ao prédio.
Os campesinos exigem a renúncia do prefeito, que é acusado de desvio de verbas e má administração do orçamento municipal. O prefeito, filiado ao Partido Colorado, nega as acusações. Diz que elas fazem parte de um movimento de alguns setores paraguaios para expulsar os brasiguaios do país.
Os cerca de 20 campesinos que mantinham a ocupação à prefeitura saíram do local às 10 horas de ontem (11 horas no Brasil), depois que dez policiais do batalhão de Choque da Polícia Nacional, sediado em Ciudad del Este, chegaram a San Alberto. O grupo, no entanto, manteve o acampamento na praça central da cidade, separada da prefeitura apenas por uma rua.

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