Campeões de matemática participam de encontro
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sexta-feira, 19 de janeiro de 2007
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
Desde criança, o londrinense Mateus Donega Lázaro gosta de números. Aprender matemática, para ele, sempre foi fácil. Hoje, aos 15 anos de idade, o estudante do 2º ano do Ensino Médio carrega a medalha de ouro da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), resultado de uma paixão pela ciência dos números que surgiu naturalmente e que nem precisou de muito esforço.
Mateus e outros cinco londrinenses medalhistas de ouro terão uma semana para trocar idéias e aprender ainda mais sobre matemática num encontro nacional que deve reunir 250 jovens classificados em primeiro lugar. O I Encontro Nacional dos Ouros da OBMEP será realizado de 28 de janeiro a 4 de fevereiro em Nova Friburgo, Rio de Janeiro. Durante o evento, os medalhistas participarão de mini-cursos, palestras, plenárias sobre matemática, além de recreação, jogos, gincanas e passeios.
Organizada pela Sociedade Brasileira de Matemática e governo federal, a olimpíada foi realizada em 2005 e contou com a participação de 10 milhões de jovens de todo Brasil, que realizaram provas com exercícios de raciocínio e lógica. Todos os estudantes têm entre 12 a 18 anos e cursam escolas públicas. No Paraná, 600 mil estudantes participaram e desses, 210 receberam uma bolsa de iniciação científica para estagiar por um ano em universidades públicas.
''Ao todo foram 37 medalhistas de ouro no Paraná e aqui em Londrina, seis. Os demais alunos que conseguem pontuação boa recebem certificados e podem participar do estágio de um ano, o que é muito bom porque eles acabam tendo contato com a universidade e aprendem matemática de uma maneira mais acadêmica e completa'', explicou a professora de matemática Ana Lúcia da Silva, coordenadora do projeto em Londrina.
Ao lado de outros dois medalhistas, Rafael Gomes Garcia, 13 anos, estudante da 8 série do Ensino Médio, e do universitário Guilherme Osawa, 18 anos, Mateus lembra que na hora da prova a lógica foi usada o tempo todo. ''Tinha alguns exercícios que eu não lembrava de ter aprendido. Mas fui tentando até conseguir, sempre utilizando a lógica'', comentou. O pai do jovem, Manuel Lazaro, apoia o filho: ''A matéria matemática nunca foi problema para ele. Espero que ele escolha uma profissão que exija dele o que ele sabe fazer'', comentou.
Guilherme já deu um jeito de ingressar num curso da área exata: Ciência da Computação, onde cursa o primeiro ano. Rafael pretende seguir o mesmo caminho, mas ainda acha muito cedo definir o curso que quer. ''Não sei ainda, mas quero estudar matemática porque sempre gostei. Tem alguns jogos também que eu gosto bastante, principalmente por ter cálculos matemáticos junto'', comentou.
A jovem Cathaline Bonafini Sanches, 13 anos, não recebeu medalha de ouro, mas exibe com orgulho o certificado conquistado por conta do bom desempenho. ''Gosto das equações e nunca achei matemática difícil. Como meus colegas de sala sabem que eu gosto, sempre pedem minha ajuda e eu gosto de ajudar. Pretendo continuar participando de outras olimpíadas'', disse.


