Campêlo Neto investigado por associação ao tráfico
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sexta-feira, 12 de junho de 2009
Diego Ribeiro<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O estudante de direito, José Cid Campêlo Neto, de 29 anos, pode ser indiciado nos próximos dias por associação ao tráfico de drogas. Ele é filho do advogado José Cid Campêlo Filho, secretário de Estado do ex-governador Jaime Lerner. Campêlo Neto emprestou o apartamento, localizando no Centro Cívico, bairro nobre da Capital, para o traficante de drogas Hirosshe de Assis Eda, 34 anos.
O estudante era viciado havia dez anos e teria ficado cerca de dois meses morando no imóvel com Hirosshe e a namorada dele, Paola Aparecida Miguel, 20 anos. Campêlo Neto logo foi embora, por medo de ameaças de Hirosshe, que cobrava dele uma dívida de R$ 2 mil.
Apesar do titular da Delegacia de Homicídios (DH), Hamilton da Paz, acreditar que o rapaz não esteja envolvido com os dois assassinatos ocorridos em seu imóvel, o fato dele não ter denunciado o traficante pode comprometê-lo.
Hirosshe e Paola são acusados de matar sete pessoas, sendo quatro travestis, uma prostituta e dois homens que moravam em São Paulo. Cezar Lopes da Cunha e Rafael Barbosa foram esquartejados no apartamento de Cid Campêlo. É possível que ele seja indiciado por associação ao tráfico, explica o delegado. A polícia ainda tentará encontrar provas de que drogas eram vendidas por Hirosshe no imóvel do estudante.
As informações do delegado foram prestadas na tarde de ontem, após a reconstituição dos dois homicídios, no edifício Rosário, na rua Comendador Fontana, de propriedade do filho do ex-secretário de Estado. No local, os peritos criminais identificaram vestígios de sangue após utilizarem o químico luminol.
A simulação dos crimes começou às 14 horas e levou quase duas horas. Foi realizada em duas etapas. Na primeira, os peritos, com a presença de Paola, simularam o o assassinato de Rafael Barbosa. Ela (Paola) foi categórica em mostrar como as mortes aconteceram, conta. Na segunda fase, ocorreu a reconstituição da morte de Paulo Cezar.
Rafael teve suas pernas cortadas e Paulo, todas as partes de seu corpo. Os dois foram espancados e asfixiados em dias diferentes, segundo a polícia, por Hirosshe e Paola. Em seguida, tiveram os corpos esquartejados e levados em um Palio. O primeiro foi abandonado em Campo Largo. O segundo, em sacos de lixo, no bairro Botiatuvinha.
A polícia prossegue a investigação para prender mais duas pessoas. O ex-secretário informou que se seu filho foi indiciado e será inocentado já que não teria feito nada consciente. (Colaborou Marcela Rocha Mendes)


