Campelo diz que seria 'desleal' com FHC se renunciasse
Brasília, 17 (AE) - O diretor-geral da Polícia Federal (PF), João Batista Campelo, afirmou há pouco que seria "desleal" com o presidente Fernando Henrique Cardoso se renunciasse ao cargo para o qual foi conduzido, atendendo ao chamado dele. "A decisão é dele (presidente)", afirmou Campelo. O delegado, que está prestando depoimento na sessão conjunta das Comissões de Direitos Humanos da Câmara e de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, anunciou estar abrindo dois processos na Justiça contra os acusadores. Os processos, de acordo com ele, "mostram que João Batista Campelo é um homem decente e que não aceita ver sua moral vilipendiada". Campelo recebeu há pouco o apoio do deputado Jair Bolsonaro (PPB-RJ), durante o depoimento. Bolsonaro protestou contra o "massacre" feito pela oposição com o delegado e disse que isso pode fazer com que as pessoas "tenham uma má idéia do que foi o regime militar". "Fizemos um bom trabalho para impedir a comunização do País", afirmou Bolsonaro. Ele reclamou que, embora questionem o direito de Campelo de dirigir a PF, "ninguém questiona se um deputado sequestrador ou um deputado guerrilheiro-cozinheiro pode permanecer nesta Câmara". Para o deputado, a PF não pode prescindir de Campelo. O deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), que participou da ação de sequestro do então embaixador dos Estados Unidos no Brasil, afirmou, em tom irônico, esperar que Fernando Henrique ouça a mensagem de apoio de Bolsonaro a Campelo.





