Campanhas e voluntariado auxiliam a cura
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quarta-feira, 28 de novembro de 2001
De Curitiba 
Apesar do número de casos de câncer ter aumentado nos últimos anos, é cada vez maior a quantidade de pacientes que consegue chegar à cura. Essa capacidade, segundo o médico oncologista Luciano José Biasi, diretor-geral do Hospital Erasto Gaertner, de Curitiba, referência no tratamento de cancêr no Sul do País, deve-se a maior conscientização da população, através de campanhas educativas e o trabalho de voluntários.
''Nos últimos 15 anos, diminuiu muito o número de pacientes sem possibilidades terapêuticas. Antes, 75% dos casos não tinham cura, hoje este índice chega em média a 50%'', diz. No caso dos cânceres de pele, essa situação é ainda mais positiva. Um câncer do tipo carcinoma, quando diagnosticado precocemente tem até 98% de chances de cura total. O problema é o tipo melanoma maligno, responsável por 79% dos cânceres de pele e por 32% das mortes de câncer no Paraná.
O câncer de pele é preocupante no Estado, em função da predominância de pessoas de cor branca, de descendência européia, que se expõem com frequência ao sol. Nos últimos 20 anos houve um aumento de 50% nos casos de câncer de pele no Paraná. O câncer de pele, de acordo com Biasi, é responsável por 33% do total de casos da doença. Em seguida, aparecem o câncer de próstata no homem e de colo uterino e de mama, na mulher.
Aproveitando o Ano Internacional do Voluntariado, a Liga Rede Feminina Paranaense de Combate ao Câncer também realizou, anteontem, seu 1º Encontro do Voluntariado. Uma da funções principais dos voluntários é atuar junto à comunidade no sentido de informar e prevenir sobre a doença. Além de reduzir a mortalidade, a prevenção do câncer representa uma economia significativa para a saúde. Enquanto a prevenção custa R$ 1 por paciente, a medicina curativa tem custo estimado entre R$ 10,00 a R$ 18,00. (Maigue Gueths)


