Curitiba-''Quanto mais gente tomar a vacina, maior será nossa barreira imunológica, e se chegar algum caso de portador do polivírus de outro País não encontrará ninguém suscetível a pegar o vírus'', destaca a diretora do Centro de Informação e Diagnósticos da Sesa, Inês Vian. Ela lembra que as campanhas têm as seguintes funções: garantir a imunização individual, criar uma barreira imunológica e, ainda, imunizar outras pessoas (adultos).
Conforme Inês Vian, a vacinação em massa vai indiretamente imunizar pessoas que não foram imunizadas. ''O processo de imunização é igual à doença. As pessoas vão se infectar com o vírus da vacina, e ficarão imunizadas'', diz.
A poliomielite é uma doença infecciosa e altamente contagiosa. Ela afeta o sistema nervoso central, caracterizando-se por um quadro clássico de paralisia flácida de início súbito. Acomete em geral os membros inferiores, podendo chegar à morte. O vírus é transmitido via fecal-oral e persiste até 17 semanas no ambiente. Cerca de 90% das pessoas acometidas pelo vírus não apresentam sintoma algum, mas podem espalhar a doença. Ela não tem cura. A única forma de prevenção é por meio da vacina Sabin, que completa 50 anos de existência este ano. (M.G.)

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