São Paulo, 01 (AE) - A partir do dia 15 de outubro terá início uma ampla campanha publicitária nas redes de rádio e televisão, revistas, jornais e outdoors, em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, com o objetivo de incentivar o consumo de laranja. A decisão foi tomada ontem, na reunião do setor na Secretaria da Agricultura de São Paulo, para discutir o Pacto pelo Emprego.
"Há dois anos o mercado interno consumiu 108 milhões de caixas", afirma o presidente da Comissão Técnica de Citricultura da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo, Antonio Fiorezi, que esteve presente na reunião. "Se esse patamar for retomado, acabam-se os problemas de sobra de laranja", explica Fiorezi. Este ano a previsão é de consumo de 60 milhões de caixas de laranja pelo mercado interno.
Para o diretor da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado de São Paulo (Fetaesp), José de Fátima, se a campanha publicitária funcionar, serão recuperados os postos de 100 mil trabalhadores, desempregados este ano em função da crise do setor. Segundo ele, toda a cadeia da citricultura absorve cerca de 400 mil trabalhadores.
Financiamento - O setor citrícola se reunirá novamente no dia 8 de outubro, na sede da Associação Brasileira dos Exportadores de Cítricos (Abecitrus), em Ribeirão Preto, para discutir o financiamento da campanha. Segundo Fiorezi, no entanto, "toda a cadeia está disposta a investir nessa campanha. Já existem recursos".
A Faesp deverá incentivar os citricultores associados aos 230 sindicatos ligados à entidade a produzirem laranja visando o mercado interno. Os produtores terão que adotar alguns cuidados com a aparência do fruto, a fim de torná-lo mais atraente para o consumidor, e o principal deles é fitossanitário. "O controle de doenças nos pomares terá que ser mais intenso", explica Fiorezi.
Segundo ele, o produtor terá que eliminar doenças como leprose e ferrugem. "O consumidor gosta da fruta com casca lisa
tamanho médio e sem marcas da mosca da fruta", diz ele. Fiorezi afirma ainda que esta é a época certa para iniciar a campanha, pois a preparação para a próxima safra está começando.
O diretor da Fetaesp, José de Fátima, afirmou que está em andamento no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) um processo com o objetivo de flexibilizar a forma de contratação dos colhedores de laranja. Ele informou que já existem condomínios de colhedores no Paraná e em Minas Gerais, e que isso deve se expandir para São Paulo. Segundo ele, o projeto é de o INSS reduzir os encargos.

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