Campanha vai denunciar violência contra crianças
Agência Estado
Do Rio de Janeiro
Cerca de 18 mil crianças e adolescentes, sobretudo meninas entre 7 e 14 anos de idade, são espancados todo mês no Brasil, de acordo com um estudo do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) sobre a Situação Mundial da Infância 2000. Para tentar acabar com esta situação, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançará uma campanha nacional, prevista para abril, com o slogan Violência é covardia. As marcas ficam na sociedade.
O ator Thiago Lacerda, da novela Terra Nostra, será o garoto-propaganda. Segundo Rachel Niskier, coordenadora da campanha, o ator se colocou à disposição para fazer o trabalho gratuitamente. O objetivo da denúncia é chamar a atenção de profissionais de saúde e da população para os maus-tratos contra crianças. A violência contra crianças e adolescentes representa uma violação de direitos, a criança precisa de afeto, carinho e compreensão, disse Rachel.
A campanha prevê a distribuição da cartilha Atuação Frente aos Maus-Tratos, com orientação para pediatras e profissionais da área de saúde, de cartazes e camisetas em todo o País. Segundo Rachel, a violência ocorre no silêncio e na privacidade da família, o que dificulta a coleta de dados. A estimativa de 18 mil casos de crianças e adolescentes espancados tem como base o número de óbitos. Esse tipo de agressão acontece veladamente e muitas vezes vizinhos e parentes não têm como registrar a violência , disse.
O trabalho está sendo feito em parceria com os ministérios da Saúde e da Justiça, a Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), a Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, o Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Sáude, além da Unicef.
Crime A cantora mexicana Glória Trevi, 29, acusada de corrupção de menores em seu país, negou ontem no Brasil a prática desse crime ao prestar depoimento perante o STF (Supremo Tribunal Federal) em processo de extradição. Ela, um empresário e a secretária chegaram ao prédio do Supremo algemados e acompanhados por policiais federais. Os três disseram ser inocentes e atribuíram a denúncia a uma suposta campanha de difamação promovida pela TV Azteca. A transferência para o país deverá ser decidida nos próximos meses.





