Campanha tentará evitar aftosa na fronteira com a Bolívia
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terça-feira, 13 de julho de 1999
Por Mariângela Herédia 
Brasília, 14 (AE) - O Fórum Nacional de Pecuária de Corte da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a Confederação Nacional de Pecuaristas da Bolívia e o Sindicato Nacional de Defensivos Animais (Sindan) decidiram unir-se numa campanha de vacinação contra febre aftosa no rebanho de regiões de fronteira entre o sul da Bolívia e o Brasil, a partir de outubro. O objetivo é evitar a ocorrência de novos focos de aftosa na região, que poderiam prejudicar o processo de erradicação da doença no chamado Circuito Centro-Oeste, cujas fronteiras serão fechadas a partir de 1º de agosto, para o início dos exames sorológicos.
"Não podemos correr o risco de entrada no País de um gado doente", disse o coordenador do Fórum da CNA, Antenor Nogueira. Somente em abril, segundo ele, foram registrados 32 focos de febre aftosa na Bolívia. Nogueira informou que o Sindan vai doar 400 mil doses de vacinas ao Fórum para o lançamento da campanha nas propriedades que fazem divisa com os Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Essas vacinas serão vendidas aos produtores bolivianos, e os recursos arrecadados vão para um fundo que terá o objetivo de erradicar a aftosa nas regiões de fronteira.
Além de repassar as vacinas, o Fórum de Pecuária de Corte e as Federações de Agricultura de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul ficarão encarregados de acompanhar o processo de vacinação dos rebanhos e do treinamento de pessoal especializado. A Confederação dos Pecuaristas da Bolívia deverá encaminhar à CNA um relatório completo sobre o número de propriedades e de cabeças de gado na região da fronteira.


