Curitiba- Oftalmologistas do Paraná lançam, hoje, em comemoração ao Dia do Oftalmologista, uma campanha educativa para chamar a atenção da população sobre a importância da saúde ocular. O foco é a prevenção com a realização de exames que detectem, com antecedência, doenças como a catarata, alterações da retina (membrana interna do olho) e a ceratocone, que provoca degeneração progressiva da córnea.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), existem no mundo todo cerca de 38 milhões de cegos e outros 110 milhões de pessoas com deficiência de visão e risco acentuado de desenvolver a cegueira. Aproximadamente 80% dos casos de cegueira, segundo a OMS, concentram-se nos países em desenvolvimento.
Para a presidente da Associação Paranaense de Oftalmologia (APO), Tânia Schaefer, uma das situações que preocupam os profissionais da área é a adaptação irregular de lentes de contato. Segundo ela, por causa do alcance fácil, os oftalmologistas têm verificado um problema crescente relacionado ao mau uso das lentes. A utilização inadequada, alertou a médica, podem provocar desde uma simples erosão de córnea até problemas mais sérios de deformação corneana, que pode comprometer seriamente a visão.
Além da APO, participam da campanha a Cooperativa de Administração em Serviços Médicos em Oftalmologia (Cooeso) e a Sociedade Paranaense de Ótica. Somente em Curitiba, 25 outodoors serão espalhados pela cidade com mensagens educativas sobre a saúde ocular.
Outra preocupação dos oftalmologistas é com relação à cegueira infantil. De acordo com dados da OMS, cerca de 500 mil crianças ficam cegas, anualmente, em todo o mundo. O agravante é que, pelo menos, 60% das causas de cegueira e grave comprometimento visual infantil podem ser prevenidos ou tratados.
Os dados alarmantes levaram o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) a estruturar o programa ''Pequenos Olhares - uma visão para o futuro'', que terá alcance nacional. No Paraná, a coordenação é da médica Tânia Schaefer. A campanha tem o objetivo de esclarecer a população sobre o atendimento oftalmológico na infância, mas além disso, reunirá profissionais para atendimento voluntário a crianças em idade escolar.
A idéia é atender crianças de escolas públicas do primeiro ano do ensino fundamental. A triagem deve atingir aproximadamente 150 mil crianças em todo o país, sendo que 10 mil delas deverão se submeter ao atendimento oftalmológico.

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