Rio, 05 (AE) - De olho na segurança dos vôos e em um maior conforto para os passageiros, o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (SNEA), o Departamento de Aviação Civil (DAC) e a Empresa de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) estão lançando uma campanha para restrição de bagagens de mão. Não vai ter perdão: aqueles que estiverem carregando bolsa com mais de cinco quilos ou maior que 115 centímetros serão obrigados a despachar a mala para o bagageiro.
A decisão de criar uma campanha para restringir o uso da bagagem de mão, na realidade, é algo que já existe no papel: as normas podem ser encontradas nos bilhetes das passagens. O problema é que, na prática, ninguém cumpre a legislação. Após constatar que o excesso de bagagem de mão é o grande responsável pelos atrasos de vôos, o SNEA, o DAC e a Infraero decidiram tomar uma providência mais enérgicas.
Segundo o coordenador da comissão de segurança de vôo do SNEA, Ronaldo Jenkins, bolsas maiores e mais pesadas do que o limite estabelecido acabam passando porque os passageiros, que não querem esperar pelo seu despacho no desembarque, declaram no check-in que não possuem bagagem de mão. Agora, porém, aquele que estiver sem a etiqueta de bagagem de mão afixada na sua bolsa será barrado no embarque por funcionários da Infraero. "Não faz sentido atrasar um vôo por questões que não são operacionais", observa Jenkins.
Não foi definida uma data para que passe a vigorar esta estratégia de controle. De acordo com Jenkins, as empresas aéreas ainda estão confeccionando as suas etiquetas, assim como um compartimento para a medição da bagagem. Alguns aeroportos, entretanto, como os do Rio e Porto Alegre, já estão fazendo testes, forma de conscientizar o passageiro. Mas quando a exigência passar a valer, as empresas aéreas que não respeitarem a legislação serão multadas, de acordo com uma tabela do DAC.

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