Campanha quer prevenir sumiço de crianças
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terça-feira, 14 de junho de 2005
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Até sexta-feira, integrantes e colaboradores do Movimento Nacional em Defesa da Criança Desaparecida do Paraná (Cridespar) distribuirão folhetos na Boca Maldita, no Centro de Curitiba, para informar a população sobre maneiras de prevenir o desaparecimento de crianças. A ação faz parte da Semana de Prevenção realizada pela entidade.
No Paraná, segundo números do Cridespar, atualmente 28 crianças e adolescentes estão desaparecidos. ''O objetivo da Semana de Prevenção é alertar os pais paranaenses sobre o que fazer para evitar que sintam no futuro a dor que sentimos'', afirmou a deputada estadual Arlete Caramês (PPS), presidente do movimento e mãe de Guilherme Caramês Tiburtius, desaparecido há 14 anos.
Márcia Tavares dos Santos, delegada do Serviço de Investigações de Crianças Desaparecidas (Sicride), aponta que o órgão resolve em média 98% dos casos de desaparecimento de crianças (o Sicride atende apenas situações envolvendo pessoas com menos de 12 anos de idade). ''Aproximadamente 70% dos desaparecimentos que investigamos são fugas. Os outros casos são práticas criminosas'', comentou ela.
Os folhetos do Cridespar trazem dicas simples, como recomendações para que os filhos não sejam deixados sozinhos em casa, para que os pais observem as crianças entrarem na escola e as busquem ao final das aulas e para que não as percam de vista em locais públicos.
O casal Luiz Ubaldino Florêncio e Marlene Florêncio sofre com o drama. No início de março, a filha e a neta deles, Vivian Florêncio, de três anos, desapareceram em Curitiba. Poucos dias depois, a mãe da criança foi encontrada morta em Campina Grande do Sul (Região Metropolitana de Curitiba). Um policial militar suspeito do crime está preso. A menina ainda não foi localizada.
''Tem milhares de cartazes com foto da Vivian espalhados no Paraná e em outros estados. Queremos uma solução. Foi uma dor imensa, a morte da filha e ao mesmo tempo o desaparecimento da neta'', afirmou Luiz Florêncio.


