Campanha quer coibir empresa de segurança clandestina
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quinta-feira, 08 de maio de 2008
Diego Ribeiro<BR>Equipe da Folha 
Curitiba- Os sindicatos das Empresas de Segurança Privada do Paraná (Sindesp-PR), dos Vigilantes e a Polícia Federal (PF) lançaram ontem, na sede da PF em Curitiba, uma campanha com orientações para combater empresas de segurança clandestinas. O destaque inicial é a cartilha ''Segurança Privada: Contrate Corretamente'', disponível nas sedes da PF e nos sindicatos.
''É uma preocupação em nível nacional que deve se estender e a principal orientação é para que as empresas e pessoas não contratem empresas de segurança privada sem cadastro na Polícia Federal'', destacou o coordenador da Assessoria de Empresas de Segurança Privada da Polícia Federal, Adelar Anderlle. Segundo o coordenador, há 1,5 milhão de vigilantes cadastrados na PF no Brasi. ''Deste total, 600 mil trabalham na formalidade. O restante está na ilegalidade'', informou. No Paraná, há 70 mil vigilantes capacitados, mas apenas 18 mil trabalham formalmente.
Anderlle disse que, a pedido da Delegacia de Controle de Segurança Privada local, antecipou a campanha no Paraná e adiou a operação Varredura de repressão às empresas de segurança privada clandestinas. A operação já foi realizada em outros estados.
De acordo com o coordenador, a PF tem trabalhado na fiscalização das empresas clandestinas, mas com dificuldade devido ao efetivo. Há, segundo ele, investigações em andamento que teriam desdobramento na operação Varredura, com a ação de mais de 80 policiais federais de todos as unidades do Brasil. ''A PF hoje conta com 13 mil homens. Temos feito um bom trabalho diariamente, mas o efetivo não é suficiente para a fiscalização'', disse Anderlle.
Conforme o presidente do Sindesp-PR, Jeferson Furlan Nazário, há apenas 63 empresas na área cadastradas na PF. Ele contou que há cerca de 500 estabelecimentos do gênero funcionando no Paraná.
O delegado da Delegacia de Controle de Segurança Privada (Delesp) da PF, Marco Antônio Ribeiro Coura, responsável pela fiscalização, informou que foram enviados ofícios aos 399 municípios do Paraná pedindo para as prefeituras não liberarem o alvará de funcionamento para empresas que não apresentem o certificado de segurança emitido pela PF.
Supermercados, shoppings, casas noturnas e empresas de monitoramento eletrônico também receberam o ofício. ''O importante destes ofícios é que depois ninguém poderá dizer que não sabia'', explicou Coura. Ele informou que os estabelecimentos que atuam apenas com vigia eletrônico com câmeras não trabalham ilegalmente se não derem o pronto atendimento. ''Depois de enviarmos um ofício, quatro empresas de monitoramento eletrônico deram entrada para se cadastrar na PF e se regularizarem'', contou Coura.
A cartilha ''Segurança Privada: Contrate Corretamente'' traz as exigências que devem ser feitas pelos contratantes. Os principais documentos exigidos são: alvará de autorização de funcionamento, de revisão, e Certificado de Segurança.
Serviço: Interessados podem ligar para o telefone da Delesp 41 3251 7580 para ter mais informações sobre os requisitos cobrados para contratar uma empresa de segurança privada ou acessar o site da PF (www.dpf.gov.br).


