Curitiba - O Instituto Nacional do Câncer (Inca) calcula que o Brasil deve fechar este ano com mais de 82 mil novos casos de câncer de pele, tipo de câncer de maior incidência no País. O grande número de casos acontece tanto em homens como em mulheres, mas aparece principalmente em pessoas mais idosas, resultado do tempo de exposição ao sol, principal causa da doença. Na Região Sul, segundo os especialistas, essa preocupação é ainda maior, uma vez que a pele clara, típica das pessoas de origem européia da população, é mais suscetível ao câncer de pele.
Em função da alta incidência da doença, no próximo sábado a Sociedade Brasileira de Dermatologia promove, pelo quinto ano seguido, mais uma Campanha Nacional contra o Câncer de Pele. A campanha será marcada por um mutirão nacional. No Paraná, cerca de 200 profissionais estarão trabalhando em dez locais de oito municípios, entre 9 e 15 horas, realizando exames gratuitos com a população.
Em Curitiba, o ponta-pé inicial para a campanha foi dado ontem. Um grupo de 15 dermatologistas passou a manhã no Asilo São Vicente de Paula, no bairro Cabral. Os especialistas examinaram a pele de 40 idosas internadas no asilo para detectar sinais de algum tipo de câncer de pele. Segundo o cancerologista e cirurgião Ézio Augusto Amaral Filho, entre as 40 pacientes, foi feito diagnóstico de lesão suspeita em oito mulheres. Agora, elas estão sendo encaminhadas para tratamento cirúrgico e posterior exame do material.
A intenção, segundo ele, é examinar todas as 150 mulheres que vivem no asilo. Na campanha do ano passado, foram examinados aproximadamente 3 mil paranaenses. Destes, 48,6% apresentaram algum tipo de alteração na pele, sendo que em 8% foram confirmadas as suspeitas de câncer de pele.
De acordo com o oncologista, além de se prevenir, ''fugindo do sol'', é importante fazer uma avaliação clínica da pele, chamada de dermatoscopia, que irá avaliar o estado da pele e revelar possíveis suspeitas.

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