Rio - O setor hoteleiro do Rio registrou média de ocupação de 42% em maio, o menor índice dos últimos cinco anos e muito abaixo da média mensal anual, em torno de 75%. O presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH-Rio), Alfredo Lopes, creditou o esvaziamento do turismo à divulgação de casos de violência, entre outros fatores.
''Foi uma concentração de vetores negativos: A crise mundial, a crise na Argentina, e a dimensão que a violência tomou nos noticiários''. Em maio, traficantes metralharam e jogaram granadas contra o prédio da Secretaria de Direitos Humanos, que tinha entre outras atribuições o controle do Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe). Também naquele mês, uma troca de tiros entre traficantes do Morro da Mineira e policiais deixou quatro feridos, entre eles uma estudante de 9 anos atingida dentro da sala de aula. Também foi em maio que o pagodeiro Marcelo Pires Vieira, o Belo, foi indiciado por associação com o tráfico de drogas.
''Tem violência em todo lugar, mas no Rio ela ganha outra dimensão'', afirmou Lopes, que classificou a divulgação de crimes ocorridos na cidade como ''campanha maléfica sobre a violência no Rio''.
O secretário municipal de Turismo, José Eduardo Guinle, discorda da avaliação de Lopes. Ele lembrou que maio é um mês que, tradicionalmente, registra baixa ocupação. ''A situação se equilibra com o turismo de negócio, que no Rio vem dos Estados Unidos. Mas há uma recessão lá e o homem de negócio americano é sensível à situação do seu país. Em período de crise, ele deixa de viajar'', afirmou Guinle.
Como estratégia para a retomada do turismo no Rio, Lopes disse que o Rio Convention Bureau escritório que representa o turismo da cidade no exterior poderá abrir unidade em Paris e receberá incrementos em Nova York. A promessa teria sido feita pelo prefeito Cesar Maia, em recente encontro entre os dois. Também está para ser lançada a campanha Rio, de Janeiro a Janeiro, que pretende atrair para a cidade turistas de todo o País durante o ano inteiro. A campanha começa a ser veiculada em agosto e está orçada em R$ 1,2 milhão - 300 mil patrocinados pela Riotur, fundação de turismo da prefeitura.

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