Campanha já recolheu 300 mil armas
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quarta-feira, 16 de março de 2005
Folhapress 
São Paulo, SP- A Campanha de Desarmamento realizada no país retirou de circulação aproximadamente 300 mil armas e o governo espera recolher até julho - quando termina a campanha - 500 mil armas de fogo. A informação é do ministro da Justiça, Márcio Thomas Bastos, que participou do 1º Seminário Internacional sobre Regulamentação da Posse e do Uso de Armas Pequenas por Civis. As informações são da Agência Brasil.
Thomaz Bastos defendeu a aprovação do projeto que tramita na Câmara dos Deputados que propõe a realização de um referendo em que a população deve decidir sobre o fim da comercialização de armas de fogo no país. O plebiscito está marcado para o dia 2 de outubro deste ano. O ministro ressaltou as adesões das prefeituras à Campanha do Desarmamento. ''Eu estive com o prefeito José Serra, que está absolutamente integrado nessa campanha; com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que se dispõe a gravar matéria junto com o presidente Lula, a fim de que se mostre que uma parte grande da sociedade civil brasileira e da classe política brasileira está de acordo de que desarmamento significa mais paz, significa mais segurança''.
Segundo o ministro, o referendo popular é apenas uma das medidas que o governo vai adotar para combater o uso de armas de fogo. ''É preciso integrar as polícias, definir o papel da polícia federal. É preciso fazer um trabalho de integração e ao mesmo tempo desarmar a população''. O orçamento, disse Thomaz Bastos, reserva R$ 200 milhões para a realização da campanha em favor da proibição da compra e venda de armas no país.
O relator do projeto que institui o referendo sobre a comercialização de armas de fogo, deputado Coronel Alves (PL-AP), quer incluir em seu parecer a realização de duas perguntas extras na consulta popular, marcada para 2 de outubro. Uma sobre o apoio à pena de morte e outra sobre a redução da maioridade penal para 16 anos.
Alves, coronel da Polícia Militar do Amapá que se diz pessoalmente contrário à proibição da venda de armas, defende ainda a postergação do plebiscito para o ano que vem, de forma a coincidir com a eleição para presidente, governadores e parlamentares federais e estaduais.


