Marcos Zanatta
Uma campanha, na biblioteca do Parque das Palmeiras, na periferia de Maringá, pretende sensibilizar os usuários sobre a necessidade de se preservar os livros. ‘‘Queremos mostrar aos frequentadores que o acervo é da comunidade’’, diz a bibliotecária Fernanda Mecking.
Os organizadores transformaram um baú em caixão contendo livros e periódicos rasgados, rabiscados, cortados ou sem páginas. Para chamar a atenção dos usuários, setas indicam o caminho a seguir, que termina em um espelho com a frase ‘‘Veja quem é vítima do vandalismo’’.
A idéia, segundo Fernanda, é convencer que o leitor é o principal prejudicado pelo vandalismo da biblioteca. Apenas este ano, a unidade do Parque das Palmeiras fez a restauração de 637 obras.
Além da exposição, os funcionários promoveram um dia de luto e fazem oficina de leitura. Todas as bibliotecas dos bairros de Maringá preparam ainda uma programação de férias para manter a frequência dos estudantes.
‘‘Queremos trabalhar também durante as férias a preservação do acervo e como os estudantes devem valorizar os livros e publicações’’, diz Fernanda.

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