Londrina - A fim de evitar a disseminação da contratação de seguranças clandestinos por parte dos bares, restaurantes e casas noturnas no Estado, o Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Paraná (Sindesp-PR) lançou neste mês o Selo Segurança Legal. Segundo a entidade patronal, o instrumento serve como um certificado para os estabelecimentos que adotar os procedimentos legais e corretos referentes à segurança. A proposta foi apresentada durante simpósio realizado em Curitiba com a presença do diretor geral da Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp), Lanes Randal Prates, e dos diretores executivos no Paraná da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-PR) e Associação Brasileira de Bares e Casas Noturnas (Abrabas-PR), além do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região e Federação dos Vigilantes do Paraná.
O Sindesp quer que o selo estimule o mercado do entretenimento noturno a contratar seguranças de empresas especializadas, oferecendo o serviço como mais um fator de qualidade à clientela. O presidente do sindicato, Jeferson Nazário, explicou que o certificado será expedido pelo próprio Sindesp e disponibilizado aos estabelecimentos a partir do ano que vem. Terá validade de seis meses, podendo ser renovado após esse período. "Além de identificar visualmente para a população que aquele determinado estabelecimento conta com segurança especializada, o selo mostra que o próprio dono do local está contribuindo para a sociedade, uma vez que ele contrata empresa de segurança que registra seus profissionais e coloca à disposição dos clientes pessoas capacitadas e treinadas para fazer o serviço", afirmou.
O empresário acrescentou que, a partir de janeiro, o Sindesp irá cadastrar os estabelecimentos que já oferecem segurança com empresa regularizada para a expedição do selo. A fiscalização do serviço será feita em conjunto com o Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região e Federação dos Vigilantes do Paraná, que apoiam a campanha. O presidente do sindicato, João Soares, diz que a entidade costuma fiscalizar eventos com público superior a três mil pessoas para checar se a segurança contratada é regular. "A partir do momento que soubermos que um evento de porte tem segurança clandestina, denunciamos à Polícia Federal, que tem por obrigação fiscalizar e enquadrar o estabelecimento", esclarece.
Por meio da assessoria de imprensa do Sindesp-PR, o diretor executivo da Abrasel-PR, Luciano Bartolomeu, disse que considera a proposta do Selo Segurança Legal uma atitude positiva, mas ressalvou que é necessário que haja "uma fiscalização intensiva, de forma que garanta a legalidade da segurança nos estabelecimentos". Já o presidente da Abrabas-PR, Fábio Aguayo, avaliou que a iniciativa "terá respaldo das empresas idôneas e que têm compromisso com segurança." (D.P.)

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