Campanha de vacinação vai imunizar idosos contra gripe
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 1999
Por Sônia Cristina Silva 
Brasília, 18 (AE) - As Forças Armadas, aposentados e a igreja, além de outras entidades governamentais, vão trabalhar na mobilização da sociedade para a primeira campanha nacional de vacinação de idosos, programada para uma semana no início de abril. O objetivo é imunizar contra a gripe e o tétano 8,6 milhões de brasileiros com mais de 65 anos. Os idosos vão tomar a primeira das três doses da vacina antitetânica.
Portaria do Ministério da Saúde criou uma comissão especial que terá pouco mais de um mês para estabelecer estratégias de divulgação da campanha. A saúde do idoso é o tema da Organização Mundial de Saúde (OMS) este ano. "O objetivo é melhorar a qualidade de vida dos idosos brasileiros", afirma o diretor do Centro Nacional de Epidemiologia do ministério (Cenepi), Jarbas Barbosa.
Depois da semana de imunização, o idoso pode encontrar a vacina antigripal nos postos de saúde até maio. A imunização contra a pneumonia será restrita às pessoas com mais de 65 anos que estejam internadas ou em asilos. A outra vacina, contra o tétano, será aplicada durante todo o ano.
Internações - Somente um bom programa de imunização é capaz, segundo Barbosa, de reduzir em até 60% os casos de internações de pessoas acima de 65 anos por agravamento de males decorrentes da gripe. O SUS gasta anualmente cerca de R$ 10 milhões apenas com a internação de idosos, a maioria vítima de doenças respiratórias. "Como este grupo etário é mais frágil, em geral tudo começa com uma simples gripe", conta o técnico.
Até agora o Programa Nacional de Imunização (PNI) estava voltado para a prevenção de doenças em crianças e, em alguns casos, em mulheres. "O PNI passará a preocupar-se também com os idosos", afirma o presidente do Cenepi.
Além da imunização, o Ministério da Saúde pretende promover ações educativas quanto aos cuidados com as pessoas idosas. "A idéia é fazer treinamentos para mostrar a importância de garantir a eles uma vida normal, acabando com o isolamento", explica o diretor do Cenepi.


