Londrina – A pouco mais de dez dias do início da campanha nacional de vacinação contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) em meninas de de 11 a 13 anos, as estratégias, bem como planos de mobilização e combate do Estado e do município de Londrina, ainda não estão bem traçadas.
O papel do HPV no desenvolvimento do câncer já está cientificamente comprovado, não só no câncer do colo do útero, mas também no de vagina, vulva, ânus e laringe. No entanto, as dúvidas com relação à eficácia da vacina, riscos e pertinência do tratamento geram preocupação entre os pais de meninas na faixa a ser atingida.
O Ministério da Saúde (MS) preparou uma campanha informativa para orientar a população sobre a importância da prevenção contra o câncer do colo de útero. Com o tema "Cada menina é de um jeito, mas todas precisam de proteção", as peças convocam as jovens para se vacinar. Na campanha, as mulheres também são alertadas de que a prevenção do câncer de colo do útero deve ser permanente.
Para obter uma adesão maior, o MS está incentivando secretarias estaduais e municipais de saúde para que promovam, em parceria com as secretarias de educação, a vacinação em escolas públicas e privadas.
Porém, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), por enquanto, só irá realizar a distribuição das doses às Regionais do Estado. No município, as conversas ainda estão em fase embrionária, tanto com a secretaria municipal quanto com o Núcleo Regional de Educação (NER) e uma campanha de vacinação nas instituições de ensino está descartada neste início.
Segundo o secretário municipal de Saúde, Mohamad El Kadri, eventuais ajustes serão feitos ao longo do primeiro semestre. "A princípio, as vacinas estarão disponíveis apenas nos postos de saúde. Optamos por essa medida porque os pais que realmente quiserem vão levar suas filhas. Nas escolas, aqueles que não desejassem, teriam de enviar um documento por escrito."
A partir de 10 de março, a vacina estará disponível nos 36 mil postos da rede pública de todo o País durante 2014. Para o primeiro ano de vacinação, o MS adquiriu 15 milhões de doses. A meta é atingir 80% do público-alvo, composto por 5,2 milhões de meninas.
Ao Paraná, serão enviadas 573,3 mil doses ao longo de 2014, sendo que 272,9 mil adolescentes deverão ser imunizadas somente no primeiro semestre. Em 2015, a vacina passa a ser oferecida para as adolescentes de 9 a 11 anos. Segundo informações da Sesa, serão enviadas 21 mil doses à 17ª Regional de Saúde; Londrina receberá 11,8 mil.
Cada adolescente deverá tomar três doses para completar a proteção, sendo que a segunda seis meses depois e a terceira cinco anos após a primeira dose. Apesar de existirem mais de cem tipo de vírus, de acordo com o MS, será utilizada a vacina quadrivalente, que confere proteção contra quatro subtipos (6, 11, 16 e 18). Os subtipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero no mundo.
O ministério garante que a vacina contra HPV a ser utilizada garante proteção de 98% contra o câncer de colo do útero. Para receber a dose gratuitamente nos postos, é necessário apresentar o cartão de vacinação ou documento de identificação. Na rede particular, cada dose custa, em média, R$ 300.

Imagem ilustrativa da imagem Campanha de vacinação contra HPV começa em 10 de março
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