Brasília - O programa da dupla Sandy e Junior, na Rede Globo, foi o escolhido pelo Ministério da Saúde para a estréia, neste domingo, do polêmico comercial de prevenção à aids no Carnaval. O principal alvo são as adolescentes.
A protagonista da propaganda é a cantora Kelly Key, que vai a uma farmácia e surpreende os balconistas ao perguntar onde ficam os preservativos. O custo da campanha é de R$ 4 milhões.
A participação da cantora foi alvo de protestos. Segundo ONGs ligadas ao combate à Aids, ela se apresenta como mulher-objeto, o que seria contraditório à prevenção à doença. Kelly Key não participou do lançamento da campanha, ontem, em Brasília.
O Ministério da Saúde justifica a escolha afirmando que a faixa de 13 a 19 anos é a única em que os casos de Aids são maiores nas mulheres do que nos homens.
''Kelly Key é um exemplo porque mostra ser forte ao impor sua vontade'', disse o ministro Humberto Costa, explicando que as adolescentes não conseguem impor a seus parceiros, geralmente mais velhos, o uso do preservativo nas relações sexuais.
Além dos comerciais na TV, a campanha inclui cartazes, outdoors e versões da música ''Baba, baby, baba'' nas rádios. O ministério já enviou aos Estados 9 milhões extras de preservativos para distribuição gratuita no Carnaval normalmente são enviados 19 milhões por mês.
Educação - O Ministério da Saúde vai propor a inclusão de aulas de prevenção de aids no currículo escolar. Atualmente, o assunto é abordado em várias disciplinas, mas não de forma sistemática. O reforço na informação tem como objetivo combater o aumento de casos novos de aids entre mulheres jovens.

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