Campanha de combate ao colesterol chega a Curitiba
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segunda-feira, 29 de julho de 2002
Mônica Kaseker<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Um furinho no dedo e alguns minutos de espera para medir o colesterol. Centenas de pessoas deverão participar da Campanha Nacional Contra o Colesterol Elevado que começou ontem e vai até sexta-feira, em Curitiba. Os exames já foram realizados em cinco capitais brasileiras. A idéia é realizar testes em 180 mil pessoas, fazendo um levantamento epidemiológico sobre colesterol elevado no País.
Na última pesquisa, feita há sete anos, Curitiba aparecia em terceiro lugar entre as capitais onde a população tinha colesterol mais elevado, perdendo apenas para Porto Alegre e Salvador. Desta vez, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre já participaram da campanha. Depois de Curitiba, o trabalho será realizado em Brasília, onde será encerrada em 8 de agosto no Dia Nacional Contra o Colesterol Elevado.
A campanha está sendo coordenada pelo Departamento de Aterosclerose, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, e a idéia é convencer o Ministério da Saúde a inclui-la no calendário oficial do governo. Afinal, as doenças arteriais coronarianas respondem por até 35% das mortes no Brasil.
O exame é rápido, gratuito e não precisa ser feito em jejum. Duas enfermeiras estão realizando os testes nos shoppings Curitiba e Crystal, das 10 às 22 horas. As pessoas que realizarem os exames respondem um questionário, assistem um vídeo educativo sobre o assunto enquanto esperam e ao final recebem uma carta com o valor do colesterol total e indicações para serem apresentados ao médico.
O administrador de empresas Pedro Caldeira, 68 anos, monitora anualmente seus índices de colesterol. Atraído pela campanha, detectou colesterol total de 246, acima do limite recomendável, que varia de 200 a 239. O resultado não o surpreendeu. ''Meu colesterol é sempre alto. Aí o médico recomenda dieta e exercícios. No verão costumo nadar e me cuidar mais, mas no inverno acabo relaxando e comendo mais massas, além de parar de fazer exercícios'', admite.
Isabel Fortes, 58 anos, também extrapolou o limite ideal de 200, chegando aos 225. ''Ela disse que está um pouco alto, então ainda dá para continuar comendo o meu queijinho gordo'', brincou. Ela também tem mais dificuldades em se cuidar no inverno e diz que seus pecados são as carnes com molho e doces com nata e chocolate.


