Parte fundamental do tratamento passa pelo apoio que o doente recebe das pessoas que o cercam, sejam familiares ou dos círculos sociais. Conversar é o primeiro passo na busca por uma melhora. Esta inclusive foi a aposta da OMS (Organização Mundial da Saúde) na campanha apresentada no ano passado sobre o tema, intitulada "Depressão: Vamos Conversar". O objetivo do organismo internacional é incentivar que as pessoas procurem ajuda. O trabalho foi lançado na busca de derrubar tabus, até porque pode afetar gente de todas as idades, raças e origens. A ideia é combater frontalmente o preconceito. Apesar das informações sobre a doença serem propagadas aos quatro ventos, não é difícil encontrar quem acuse os doentes de fraqueza ou mesmo preguiça. "Vivemos numa sociedade em que tudo se torna descartável. O ideal hoje é definido em perfis de redes sociais, que tornam a convivência entre as pessoas ainda mais massacrantes e depressoras. E as pessoas têm preconceito por causa de uma psicofobia, o medo de encarar o próprio sofrimento", opina Marcelo Castro.

É fundamental ainda lembrar que a depressão pode levar as pessoas ao limite e é inclusive uma das principais causas de suicídio. Ela aumenta o risco de transtornos de uso de substâncias químicas e outras doenças como diabetes e cardíacas. O oposto também é verdadeiro, o que significa que as pessoas com essas outras condições têm um maior risco de ficar deprimidas. Diante de tamanha complexidade, o princípio para a luta é a conversa. O socorro é possível com um simples oferecimento ou pedido de ajuda.(P.M.)

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