Agência Estado
De Brasília
Pela primeira vez em 37 anos, a Campanha da Fraternidade promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), vai reunir não apenas os católicos, mas todas as igrejas cristãs do País. O slogan será ‘‘Um milênio sem exclusões’’ e foi escolhido por uma comissão ecumênica com a finalidade de discutir as mudanças substanciais das condições de vida no Brasil.
Criada no Rio Grande do Norte em 1962, a Campanha tornou-se um evento nacional um ano depois, mas sempre promovida apenas pela igreja católica. Desta vez, todas as integrantes do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (Conic) se uniram à igreja católica para defender a paz e a dignidade humana.
O objetivo geral da campanha é unir as igrejas cristãs em torno de uma ‘‘vida digna para todos’’. Mais especificamente, na entrada de um novo milênio, as igrejas querem colocar em debate pontos como a necessidade de evitar exclusões e garantir o atendimento às necessidades básicas do ser humano, além de denunciar injustiças ou violações dos direitos humanos. As igrejas também apontam para a valorização do trabalho da mulher na religião católica e na sociedade.
‘‘A dignidade humana, seu resgate, seu reconhecimento, sua defesa, sua promoção, são condições para a paz’’, diz o texto-base da campanha, apresentado ontem pelo presidente da CNBB, dom Jayme Chemello. O texto também foi apresentado ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, com quem os bispos se reuniram, no início da semana. Para citar casos de ‘‘exclusão’’ ainda existentes, o texto-base cita situações, como a de trabalhadores escravos. Participam da Campanha da Fraternidade ecumênica, que se inicia no período da quaresma, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Igreja Católica Ortodoxa Sírian do Brasil, a Igreja Cristã Reformada do Brasil, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, a Igreja Metodista e a Presbiteriana Unida do Brasil.

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