São Paulo - O combate à pirataria de obras audiovisuais é tema da campanha que será lançada na próxima semana em todos os cinemas do País. Dirigida basicamente ao público adolescente, tem dois trailers - com duração de 45 segundos cada e que serão exibidos antes de longas-metragens - e tenta conscientizar o consumidor sobre os efeitos negativos da pirataria.
Os trailers irão mostrar que o ato de comprar (em ambulante ou pela Internet) ou ainda fazer o download não-autorizado de obras audiovisuais é roubo. A iniciativa é da Associação de Defesa da Propriedade Intelectual (Adepi) e da Motion Picture Association (MPA).
Prejuízo - A campanha é mundial e o Brasil, considerado um dos líderes no ranking da pirataria, será o segundo País a veicular os trailers. Segundo o presidente da Adepi, Carlos Alberto Camargo, cerca de 35% de toda atividade da indústria audiovisual do Brasil é pirateada. ''Isso significa um prejuízo de cerca de R$ 370 milhões ao ano, evasão fiscal de R$ 100 milhões e 17 mil vagas a menos nesse mercado de trabalho.''
O vice-presidente da MPA para a América Latina, Steve Solot, destaca a importância desta campanha e informa que ela só foi possível graças à união entre produtoras, distribuidoras e exibidoras de obras audiovisuais de todo o mundo.
No lançamento da campanha, a produtora do filme nacional ''Sexo, Amor e Traição'', Valquíria Barbosa, fez um depoimento emocionado. ''Quando vi uma cópia pirata de nosso filme, fiquei deprimida, com a sensação de que roubaram o nosso produto.''
A campanha, que teve um custo de produção de US$ 300 mil - a distribuição e exibição contaram com apoio de setores da indústria cinematográfica - será veiculada por cerca de três meses. ''Depois disso dessa fase, vamos elaborar uma outra etapa da campanha contra a pirataria'', disse Steve Solot. Apenas no ano passado no Brasil, os prejuízos estimados pela pirataria no setor de direito autoral (software, música, livro e audiovisual) chegaram a US$ 750 milhões.

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