Campanha alerta para obesidade mórbida
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sábado, 13 de maio de 2006
Katia Michelle<br>Equipe da Folha 
Curitiba O número de obesos mórbidos no Brasil que precisam de cirurgia para controlar a doença e outros males associados já passa de 1 milhão. Os dados são da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica (SBCB) e mostram ainda que o crescimento da obesidade no País é gradativo, relacionado principalmente à falta de campanhas de prevenção.
''As autoridades estão sendo omissas nas campanhas de prevenção, principalmente no que diz respeito às crianças e adolescentes. Esse público que não previne hoje será o obeso mórbido que vai precisar de cirurgia amanhã'', alerta o médico João Batista Marchesini. Ele é presidente da SBCB e coordenador da Campanha de Prevenção e Combate à Obesidade Morbida no Brasil, que está sendo realizada em todo o Brasil para tentar preencher a lacuna de campanhas oficiais dos estados e governo federal.
O evento começou em São Paulo, em abril, e até outubro vai passar por várias cidades brasileiras. Ontem e hoje, a campanha que consiste principalmente na orientação do público sobre a obesidade mórbida, acontece em Curitiba. Em um balcão de atendimento no piso térreo do ParkShopping Barigui, profissionais da área de saúde estão atendendo a população, distribuindo cartilhas sobre a prevenção, combate e tratamento.
No local também é possível calcular, gratuitamente, o Índice de Massa Corporal (IMC), que mostra o grau de obesidade. Caso ela tenha índice acima de 35, recebe orientação sobre os procedimentos que deve seguir. O médico revela que as principais dúvidas de quem já sabem que tem obesidade mórbida é sobre a cirurgia e os casos em que ela pode submeter-se ao tratamento.
Ele explica que o Conselho Federal de Medicina tem um peso estipulado, baseado em normas internacionais, que definem quando o paciente deve fazer a cirurgia. ''Infelizmente, em muitos casos, as pessoas que não tem esse peso estipulado e querem fazer o procedimento engordam para optar pela intervenção. Isso é muito perigoso porque quando o paciente está engordando as doenças associadas à obesidade podem se agravar.''
Obesidade mórbida, excessiva ou severa, são sinônimos para definir um aumento de peso muito maior que o normal. Trata-se de uma enfermidade que representa alto risco para a saúde já que vem acompanhada de outras doenças associadas, como pressão alta, diabetes, problemas de articulação, respiratórios e até psicológicos. Para definir o obeso mórbido, é feito o cálculo do IMC, dividindo o peso (em kg) pela altura ao quadrado (em metros). Se o resultado for superior a 40 a pessoa será considerada um obeso mórbido.
O contador Vilson Funguetto, de 55 anos, não chega a ser um obeso mórbido, mas está preocupado com a sua saúde. Por isso, procurou orientação na campanha realizada em Curitiba. ''Meu irmão é obeso e meu pai teve complicações por causa do mesmo problema então tenho que me preocupar.'' Além disso, ele sabe que seu estilo de vida e sua profissão não ajudam na prevenção. ''Eu fico muito tempo sentado e tenho uma vida sedentária. Meus médicos dizem que já estou 5% acima do peso, por isso tenho que pensar em mudar o meu estilo de vida.''
Segundo dados da SBCB, existem vários tipos de procedimentos para o tratamento da obesidade, já que ela pode apresentar causas diferenciadas. Em todos esses casos, a orientação médica é fundamental.
Serviço Campanha de Prevenção e Combate à Obesidade Mórbida no Brasil. Hoje, das 14 às 22 no piso térreo do ParkShopping Barigui, em Curitiba. Mais informações no site www.campanhacontraobesidade.com.br.


