Curitiba- Conhecida como uma doença da Terceira Idade, o Mal de Alzheimer atinge entre 5% a 8% da população entre 65 e 70 anos. Os números aumentam com a idade. Estima-se que pelo menos 40% da população acima de 80 anos desenvolvam a enfermidade. Só no Brasil, são 850 mil a 1 milhão de pessoas com a doença, segundo estimativas do Ministério da Saúde.
''A tendência é aumentar ainda mais essa prevalência, uma vez que a expectativa de vida também vem aumentando'', diz a presidente da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz), Sandra Dias de Souza. Como Alzheimer é uma doença degenerativa, uma das das preocupações da Abraz é orientar a população para a detecção precoce, de modo a permitir o tratamento o mais precocemente possível.
Para isso, a Abraz realizou, ontem, Dia Mundial da Doença de Alzheimer, uma campanha nacional de esclarecimento. Em Curitiba, foi montada uma barraca na Rua das Flores, Centro da cidade, e durante todo o dia foram distribuídos panfletos e realizados testes com a população. A procura foi grande. Só na parte da manhã mais de 200 idosos passaram pela avaliação de memória, coordenação, flexibilidade e equilíbrio feita por médicos, profissionais da área e estudantes da Uniandrade e Universidade Tuiuti. Em caso de diagnóstico de algum possível problema, as pessoas foram orientadas a procurar os médicos do Sistema Único de Saúde (SUS).
A doença de Alzheimer é neurodegenerativa, progressiva e irreversível. Ela causa a morte das células cerebrais, o que provoca a atrofia do cérebro. É o fator mais comum do declínio das funções mentais do idoso. Geralmente, o problema atinge a parte do cérebro que controla a memória, raciocínio, linguagem e o comportamento, mas pode comprometer outras funções, alterando a personalidade do paciente. Sua causa é desconhecida e, embora seja incurável, há remédios que bloqueiam a evolução da doença, mantendo o quadro clínico do doente estável por um tempo maior.
''Se a doença afeta o sistema nervoso central, quanto mais ativo nós mantivermos esse sistema, e mais patologias do sistema nervoso conseguirmos evitar, será melhor'', diz Sandra.

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