Agência Estado
De Brasília
A recém-criada Federação Nacional dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens (Fenacam), que reúne os sindicatos dos caminhoneiros de nove Estados, apresentou ontem uma nova pauta de reivindicações ao ministro dos Transportes, Eliseu Padilha. A federação não se considera representada pelo Movimento União Brasil Caminhoneiro (UBC), presidido por Nélio Botelho, e quer passar a ser a representante oficial da categoria.
‘‘O Nélio Botelho quer mais é estar na frente das câmaras de televisão’’, disse o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens de São Paulo (Sindicam-SP), Norival de Almeida Silva. Nas últimas semanas, Botelho tem se movimentado entre a categoria para tentar organizar uma nova greve.
A nova pauta de reivindicações, de 11 itens, reitera a Padilha o pedido para aprovação da carta sindical da Fenacam, a inclusão da federação formalmente nas negociações. O ministro recebeu o pedido, mas não quis se manifestar sobre as reivindicações.
O governo está monitorando os caminhoneiros e uma nova greve deverá ser tratada com rigor policial. Hoje haverá mais uma reunião do grupo de trabalho criado depois da greve de julho. Pela portaria de criação deste grupo, ele se extinguirá no início de março e a Fenacam pediu que ele seja mantido.
A Federação quer também que os departamentos de trânsito dêem baixa definitiva dos veículos com perda total nos acidentes de trânsito para evitar o registro de veículos roubados. Eles querem também a concessão de financiamentos a longo prazo para renovação da frota de veículos, com períodos nunca inferiores a 10 anos, e prazo de carência de pelo menos dois anos.

mockup