Curitiba, 13 (AE) - As três principais categorias que congregam os caminhoneiros paranaenses - Federação das Empresas de Transporte de Cargas, Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens e Associação Paranaense Movimento União Brasil Caminhoneiro - uniram-se hoje para pedir aos deputados estaduais a não aprovação da mensagem do governo estadual, que prevê antecipação no pagamento do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
Até este ano, o pagamento era dividido em dez meses, conforme o final da placa. A proposta do governo para 2000 é pagamento em quatro meses - de fevereiro a maio - ou desconto de 15% em janeiro. Os caminhoneiros querem discutir a possibilidade de ampliar o pagamento para sete meses. "Queremos que se adapte às necessidades das transportadoras", disse o secretário-geral da federação, Sérgio Malucelli.
Para pressionar os deputados, 30 caminhões desfilaram em volta do prédio da Assembléia Legislativa, com as buzinas acionadas. Depois, os caminhoneiros e os diretores dos sindicatos acompanharam a sessão. "É a única forma de nos expressarmos", disse Malucelli. Para o presidente regional da União Brasil Caminhoneiro, André Felisberto, a categoria está falida. "Está na hora de o governo parar de brincar", disse.
Segundo ele, a entidade tem 460 pessoas espalhadas pelo Estado, aguardando apenas um "grito de alerta" para paralisar o transporte. Felisberto afirmou que uma paralisação no Paraná está vinculada ao mesmo movimento em São Paulo. O presidente regional da União Brasil Caminhoneiro também pretende que as cancelas de pedágio sejam liberadas enquanto o governo estadual e as concessionárias disputam na Justiça um reajuste. "Nesse período, as concessionárias não estão mantendo as estradas", argumentou.
O advogado do Sindicato dos Transportadores Autônomos, Alziro da Motta Santos Filho, disse que a entidade não apóia uma paralisação. "É insensatez", opinou. "Ainda estamos em negociações com o Ministério dos Transportes." Para ele, além da ampliação do prazo para o pagamento do IPVA, a questão do pedágio é fundamental. "Ou se mantém a redução de 50% ou o governo acha uma saída para subsidiar ou então assume a administração", disse.

mockup