A partir de amanhã, os 1,2 milhão de caminhoneiros brasileiros existentes no País terão as despesas de pedágio pagas pelos transportadores ou donos das cargas nas rodovias federais, estaduais e municipais. O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, disse que a Medida Provisória que instituiu o vale-pedágio transfere os encargos com estas tarifas para os empresários. Ou seja, a medida abrange as despesas em estradas federais, estaduais e municipais.
A isenção do pedágio para os caminhoneiros nas rodovias Presidente Dutra, Rio–Teresópolis, Rio–Juiz de Fora, Ponte Rio–Niterói e Osório–Porto Alegre termina hoje. O diretor de Concessões e Operações Rodoviárias do DNER, Lívio Rodrigues de Assis, afirmou que as concessionárias vão divulgar os locais onde os cupons de pedágio podem ser comprados pelas transportadoras ou pelos motoristas.
‘‘Dentro de 30 dias teremos um modelo único para todas as rodovias’’, disse Lívio. ‘‘O DNER vai regulamentar o vale-pedágio.’’ Neste período de transição, o caminhoneiro pode receber os cupons ou o dinheiro para pagar a tarifa. Segundo ele, o empresário que desrespeitar esta decisão deve ser denunciado ao Ministério da Justiça. A multa pode chegar a até R$ 10,6 mil por infração.
O ministro transferiu para a próxima semana a reunião com os diretores das concessionárias que exploram as rodovias federais. O objetivo é analisar a fórmula de ressarcir as empresas que deixaram de arrecadar, nos últimos sete dias, o pedágio dos caminhoneiros. Uma das alternativas em estudo é efetuar o pagamento com base na média do tráfego de caminhões nos respectivos dias dos últimos três anos.
A despesa com o pedágio foi um dos principais itens da pauta de reivindicação dos caminhoneiros. Na semana passada, quando o presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), Nélio Botelho, liderou uma greve da categoria, o presidente Fernando Henrique Cardoso assinou a Medida Provisória número 2024, que transfere o encargo para o embarcador ou o dono da carga.
Foram publicados também a tabela de referência do preço do frete e quatro resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) sobre o transporte de cargas. Na avaliação de Padilha, o governo e os caminhoneiros vão continuar as negociações.

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