Agência Estado
De Brasília
O presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro, Nélio Botelho, disse ontem que há risco de uma nova greve, caso não se chegue a um acordo com o governo com relação a ‘‘pontos básicos’’ reivindicados pelo setor, até o dia 29. Entre eles, Botelho cita tarifas mais baixas para os pedágios, a adoção de uma tabela para cobrança de fretes, mudanças nas regras para pesagem de carga e a regulamentação da profissão.
‘‘Estamos numa negociação séria e estamos confiantes numa vitória’’, afirmou, após reunir-se com o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha para mais uma negociação da pauta de reivindicações discutida desde a paralisação de julho último. Ele apresentou uma proposta de planilha de preços para os fretes de transporte rodoviário que, se aceita, representará um aumento médio de 35% sobre os preços cobrados atualmente.
Outro ponto discutido foi a regra para pesagem da carga. Atualmente, multas são aplicadas caso o peso exceda o limite sobre cada eixo. A proposta dos caminhoneiros, aceita pelo governo, foi de que seja considerado o peso bruto da carga. O governo concordou, além disso, em fazer o controle do peso da carga dos caminhões somente nas balanças, e não mais a partir das notas fiscais. Foi discutida, ainda, a possibilidade de isentar os caminhões do Imposto sobre Produtos Industrializados e do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços.

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