Curitiba - Os caminhoneiros de todo o Brasil marcaram greve nacional para o próximo dia 25, a partir da zero hora. Ao contrário de outras greves, os caminhoneiros não vão trancar as rodovias. Eles vão fazer o protesto deixando os veículos em casa. A decisão foi tomada ontem, ao final do encontro da categoria em Presidente Prudente, interior de São Paulo.
O movimento grevista também vai entregar uma carta de intenções com propostas para os candidatos a governador e à presidência da República para que os próximos eleitos se comprometam com as reivindicações.
O coordenador nacional do ''Paradão dos Caminhoneiros'', José Fonseca Lopes, disse que o movimento tem adesão de todos os estados. Os cerca de 120 mil caminhoneiros autônomos do Paraná também vão aderir à greve. Segundo Lopes, as reivindicações imediatas são mais segurança nas estradas; redução de 30% no preço do óleo diesel e congelamento desse valor por seis meses; cumprimento do vale-pedágio; cumprimento da lei que determina que responsabilidade da cargas seja do embarcador; extinção dos modelos bi-trem e redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para cooperativas renovarem a frota.
''A segurança é crucial. De julho até agora, já foram mortos seis caminhoneiros'', relatou Lopes. Os caminhoneiros pedem também redução do preço do óleo diesel, que custa entre R$ 1,00 até R$ 1,40. ''Os autônomos também são contrários ao bi-trem, que estão acabando com as estradas, porque só poderiam carregar 57 toneladas mas hoje levam até 100 toneladas'', disse Lopes. Um caminhão regular tem capacidade para 27, 30 ou 33 toneladas.
Lopes disse que os caminhoneiros estão negociando desde 1999, mas não obtiveram nenhum resultado, e agora querem negociar diretamente com o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

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