Caminhoneiros ‘‘fecham’’ praças de pedágio amanhã Emerson Cervi De Curitiba A manifestação dos caminhoneiros do Paraná contra o reajuste de 116% no valor das tarifas de pedágio foi confirmada para amanhã, dia 10, entre 8 horas e 12 horas da manhã. Os manifestantes pretendem impedir a passagem de todos os caminhões nos 25 postos de pedágio do Anel de Integração durante esse período. O manifesto está sendo organizado pela Associação Paranaense União Brasil Caminhoneiro (Apamubrac). Segundo o presidente da entidade, André Felisberto, os sindicatos de transportadores não estão participando da organização. ‘‘Tem diretor de sindicato falando que vamos fechar as praças de pedágio a partir da meia-noite, mas isso não é verdade, eles só querem tumultuar’’, afirma. ‘‘Vamos mostrar ao governo e concessionárias que não aceitaremos o aumento proposto para as tarifas de pedágio.’’ Felisberto também garante que os veículos pequenos não serão impedidos de passar pelas praças de pedágio durante o manifesto. ‘‘Vamos deixar uma cancela aberta para os motoristas dos carros de passeio que quiserem pagar, só os caminhões serão obrigados a parar nos acostamentos’’, explica. Existem 75 coordenadores regionais da União para o ato de sexta-feira. São três para cada praça de pedágio, em média. A manifestação simbólica foi definida em assembléia geral dos caminhoneiros, no dia 29 de fevereiro, em Ponta Grossa. ‘‘Durante quatro horas 100% dos caminhões do Paraná vão estar parados em protesto contra o abuso que querem cometer contra os transportadores.’’ Existem cerca de 500 mil veículos utilitários no Paraná. A Justiça Federal já autorizou e está previsto para a zero hora do dia 27 de março o início da cobrança das tarifas reajustadas. Segundo Felisberto, a paralisação dos caminhões nas praças de pedágio é a única forma do setor tentar evitar o aumento. ‘‘O governo do Estado não fala com os caminhoneiros, joga toda a culpa na justiça e se tivermos que pagar essa tarifa, muitos vão parar de trabalhar’’, afirma. Para ele, o ideal seria o rompimento dos contratos de concessão de rodovias no Paraná. O que a Justiça Federal fez em janeiro não foi autorizar um reajuste, mas a recomposição da tarifa original, que vigorou entre maio e julho de 1998. Depois disso, os valores definidos em contrato foram reduzidos em cerca de 50% por uma decisão unilateral do governador Jaime Lerner (PFL). As concessionárias entraram na justiça para provar a ilegalidade da medida e a decisão inicial foi oficializada no início do ano.

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