Caminhoneiros fazem paralisação no interior de São Paulo
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domingo, 22 de agosto de 1999
Por Marcia Furlan 
São Paulo, 23 - O Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de São Paulo (Sindicam-SP) informou hoje que cerca de 450 caminhoneiros autônomos, que transportam cimentos e produtos similares, iniciaram paralisação a zero hora exigindo o aumento imediato do valor do frete, a separação do valor pago pelo pedágio do preço do frete e o repasse automático dos futuros aumentos do diesel.
Segundo o Sindicam, que lidera o movimento, os caminhoneiros reuniram-se nesta tarde em frente às indústrias Santa Helena, no município de Salto, e Votoran, em Votorantin, interior de São Paulo, ambas do Grupo Votorantin. Em assembléia realizada no local, os grevistas rejeitaram a proposta da empresa - de suspender a greve até o dia 15, quando as negociações seriam retomadas - e decidiram continuar parados por tempo indeterminado. As duas fábricas do grupo são responsáveis por cerca de 80% do consumo de cimento e cal do Estado de São Paulo.
De acordo com o vice-presidente do sindicato, Antônio Herculano da Silva, a greve é localizada e tem o objetivo de chegar a um acordo independentemente do que está sendo negociado entre o governo federal e as entidades representativas dos caminhoneiros em Brasília. O acordo pretendido é similar ao já firmado no início do mês pelo Sindicam com a Federação das Empresas de Transportes da Amazônia, que beneficiou 2.500 caminhoneiros que fazem a rota São Paulo-Belém, transportando insumos e produtos acabados para a Zona Franca de Manaus. Os caminhoneiros obtiveram reajuste de 31% no preço do frete e conseguiram que a partir de 1º de outubro os pedágios sejam pagos pelas transportadoras ou embarcadoras. O repasse automático do diesel também foi aceito.


